2014.07.27 (45.2014)

Polis Litoral Sudoeste inicia trabalhos na Samouqueira que visam minimizar situações de risco

A sociedade Polis Litoral Sudoeste iniciou, a semana passada, os trabalhos na Samouqueira, em Aljezur, incluídos numa empreitada que pretende repor as condições naturais do ecossistema costeiro por forma a assegurar a estabilidade da arriba e minimizar situações de risco.

 

Trata-se da primeira frente de trabalhos de um conjunto de onze, num investimento total de mais de 2,3 milhões de euros, onde está prevista a implementação de medidas corretivas de erosão, que essencialmente passam pela restrição e ordenamento dos acessos viários e pedonais nestas zonas sensíveis. Esta empreitada integra uma candidatura que a sociedade Polis Litoral Sudoeste submeteu ao Programa Operacional Valorização do Território, sendo cofinanciada pelo Fundo de Coesão.

 

A sociedade Polis Litoral Sudoeste promoveu a elaboração de um estudo de caracterização e identificação dos locais prioritários a intervir, tendo em conta o risco potencial que a instabilidade das arribas e a degradação dos sistemas dunares podem constituir para as populações. Este estudo, elaborado por uma equipa multidisciplinar composta por paisagistas, biólogos, geólogos, engenheiros civis e arqueólogos, num consórcio liderado pela Biodesign, identifica, ao longo de toda a faixa costeira, as zonas de risco e as necessárias medidas de interdição, delimitação física e sinalização. A Samouqueira é um dos sete locais de intervenção prioritária identificados nos concelhos de Aljezur e Vila do Bispo.

 

De facto, a arriba apresenta, na área da Samouqueira, uma fenda de grandes dimensões manifestando a sua instabilidade e evidenciando o risco de colapso. O facto de ser uma área procurada por pescadores, turistas e visitantes, implicou uma abordagem preventiva, pelo que optou-se pela interdição de acesso à crista da arriba, recuando e balizando o acesso viário e o estacionamento. Também o percurso pedonal será limitado, através de um passadiço sobrelevado, que permitirá igualmente a renaturalização dos percursos desativados.

 

O projeto ficou a cargo do consórcio BIODESIGN, LCW Consult e BIO3, e a empreitada, a decorrer até fevereiro do próximo ano, está a ser executada pela Luis Frazão, S.A.

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